A coisa que mais gosto de fazer na vida é advogar. E, sinceramente, quanto mais anos se passam (quase 10) mais eu tenho certeza que nasci para ser advogada.
Hoje, às portas dos 40 anos, recordo-me da minha infância, onde brotou a resposta à pergunta: "O que você vai ser quando crescer?" Naquela época, quando eu respondia: "Advogada", na maioria das vezes ouvia alguém dizer: "Filho de pobre não vira advogado", como se "virar advogado" fosse "vestir uma casaca", conforme jargão popular. Entretanto, também ecoava (e graças a Deus de forma contundente) aos meus ouvidos as palavras da minha querida Professora Fátima: "Olhe para cima! Eu tenho certeza que você será advogada. Você nasceu para ser advogada", e, numa atitude firme, contestava a informação de que "Filho de pobre não vira advogado".